Fabricante: Nintendo
Tamanho da Tela:
Game Boy Advance: 40.8mm x 61.2mm
Game Boy Advance SP: 2.9 polegadas refletiva TFT LCD. Iluminação Front Light.
Game Boy Micro: 51 mm /2 [in, backlight com brilho ajustável.
Resolução: 240 x 160 pixels em formato wide-screen.
Capacidade do Display: 65.535 cores
CPU: 32 bit RISC-CPU + 8 bit CISC-CPU
Memória: 32 Kbyte WRAM + 96 Kbyte VRAM (na CPU), 256 Kbyte WRAM (fora da CPU)
Som: Alto-falante, terminal para fones-de-ouvido

Cartucho: máximo de 256 Mbits, compatível também com cartuchos de Game Boy / Game Boy Color

A Nintendo trabalhou num novo modelo de Game Boy capaz de garantir a liderança em seu mercado mais rentável, o de videogames portáteis, já que perdera a hegemonia para a Sony na competição de consoles "desktop", ou seja, de mesa.

O projeto, chamado de Atlantis, culminou no Game Boy Advance, lançado em 21 de março de 2001 no Japão e em 11 de junho nos EUA. Sua especificação é claramente baseada no Super Nintendo, videogame de novembro de 1990, trazendo efeitos gráficos como zoom, rotação e transparência, por exemplo. Graças a eles, o GBA consegue fazer um visual que simula o 3D, que foi um diferencial na época do Super Nintendo.

Porém, o portátil trouxe um processador rápido, de 32 bits - a CPU lenta era um dos calcanhares de Aquiles do console sucessor do NES -, o ARM7. A mesma família de chips é usada no atual Nintendo DS. O GBA também trazia um processador compatível ao do Game Boy para ter retrocompatibilidade com os jogos legados, tanto do portátil em preto-e-branco quanto do Color. Assim como eles, o novo portátil funcionava com cartuchos.

Esse conjunto de características fez com que algumas produtoras se arriscassem a fazer jogos 3D autênticos, como "Wolfenstein 3D", "Duke Nukem Advance", "Doom" e "Driv3r". Apesar dos esforços, os resultados não foram considerados satisfatórios, com desempenhos ruins ou níveis muito primários de gráficos.

Mas o Game Boy Advance é mesmo o paraíso dos games de mecânica tradicional, daqueles que faziam sucesso na época do 8 e 16 bits. Na biblioteca do GBA convivem clássicos nascidos no portátil e conversões de antigos sucessos, como uma coleção de dois "Super Mario Bros" ou o clássico "The Legend of Zelda: A Link to the Past". Até uma coleção saudosista, chamado de NES Classics, igual ao original, foi lançada para o portátil.

O Game Boy Advance teve uma das maiores bibliotecas de lançamento de todos os tempos: mais de 25 jogos estavam disponíveis no dia em que o portátil chegava às lojas japonesas. Além dos tradicionais "F-Zero" e "Super Mario Advance", títulos de peso como "Castlevania: Circle of the Moon" e "Mega Man Battle Network" estavam na primeira leva de jogos.

Algumas séries de sucesso nasceram no portátil, como "Golden Sun", "Boktai" e "Phoenix Wright: Ace Attorney". Além disso, franquias famosas ganharam versões, como "The Legend os Zelda: The Minish Cap", "Final Fantasy Tactics Advance", "Kingdom Hearts: Chain of Memories" e "Mario & Luigi: Superstar Saga".

A releitura dos clássicos também teve vez, a exemplo de "Final Fantasy IV Advance", "Metroid: Zero Mission", "Pokémon Fire Red/Green Leaf" e "Tales of Phantasia". Mas, repetindo o papel desempenhado nos Game Boy anteriores, o maior sucesso continuou sendo "Pokémon", com as versões "Ruby", "Sapphire" e "Emerald".

O Game Boy Advance reforçou o sistema de comunicação entre os aparelhos, permitindo, por exemplo, que alguns games possam ser jogado entre vários aparelhos e usando apenas um cartucho, sistema que é usado também no Nintendo DS. No começo, todas as conexões eram feitas via cabo, mas em 2004, a Nintendo lançou um adaptador que permitia comunicação via rede sem fio. O acessório vinha incluso em "Pokémon Fire Red/Green Leaf".

Um acessório bastante curioso é o cabo que conecta o portátil ao GameCube, permitindo interação entre os aparelhos, como usar a o GBA como controle ou sua telinha como monitor opcional. "Final Fantasy: Crystal Chronicles" e "The Legend of Zelda: The Four Swords" são alguns dos games representativos do GameCube que fizeram uso do cabo. O console também teve o Game Boy Player, que permite jogar os games do portátil na TV.

Outros dispositivos incluem o Play-Yan, lançado somente no Japão, um tocador de vídeo e música para o GBA e Nintendo DS. Além disso, uma série de cartuchos, lançada em maio de 2004, vinha com desenhos animados como "Pokémon", "Bob Esponja" e "Shrek".

O primeiro modelo foi lançado nos EUA ao preço de 99,99 dólares. Apesar de ter sido um dos videogames de vendagem mais rápida da história perdendo apenas para o Nintendo DS e o GBA , a sua tela sem iluminação e conseqüentemente escura era uma reclamação constante. Esse modelo saiu de linha em 2005.

Os pontos negativos foram corrigidos na edição SP, lançada em 14 de fevereiro de 2003, que trazia um desenho mais elegante e era dobrável, para deixar o portátil mais compacto. A tela ganhou uma iluminação frontal e uma bateria recarregável, mais econômica e durável que as pilhas comuns usadas no modelo anterior. Quase na mesma época do lançamento do modelo Micro, em setembro de 2005, o SP foi modificado, ganhando uma tela de iluminação traseira, bem mais brilhante que a do Nintendo DS.

Por fim, em 13 de setembro de 2005, a Nintendo lançou o modelo Game Boy Micro, menor e mais luxuoso, cuja maior característica é a possibilidade de trocar a frente do portátil. Mas seu preço mais alto e a não-compatibilidade com jogos de Game Boy e Game Boy Color acabou não agradando ao público, que elegeu o SP como o preferido.

Segundo dados da Nintendo, contabilizado até o final de 2005, o Game Boy Advance do modelo tradicional teve vendas acumuladas, em termos globais, de 74,25 milhões de unidades. Já o SP totaliza 37,4 milhões e o Micro, 1,82 milhão. Juntos, são uma das plataformas de maior sucesso da história. 



-- ALGUNS JOGOS LANÇADOS PARA GAME BOY ADVANCE --


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